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UCID defende política pública acertada para que haja um “equilíbrio social” na Cidade da Praia

A União Cabo-verdiana Independente Democrática (UCID) defendeu a necessidade de haver uma “política pública acertada” que defina um “equilíbrio social” na Cidade da Praia, evitando que umas pessoas não se sintam “menosprezadas” em relação a outras.

Este posicionamento foi manifestado em conferência de imprensa pelo vice-presidente da UCID, Francisco Silva, para quem há um conjunto de iniciativas que deve ser tomado, nomeadamente o calcetamento das zonas, segurança, criação de emprego para a ocupação dos jovens.

“Isto está associado com a fraca política, quer da Câmara Municipal, quer do Governo”, acrescentou Francisco Silva, afirmando que não se pode continuar a viver duas situações diferentes na capital do país, em que uma zona tem um “tratamento VIP”, com todas as condições e outra vive em péssimas condições.

“Pensamos que deve haver uma política pública acertada para que haja um equilíbrio social em que as pessoas de determinadas zonas não se sintam menosprezadas em relação as de outras zonas”, enfatizou.

Segundo Francisco Silva, a UCID tirou estas conclusões após ter realizado, no passado fim-de-semana, visitas a alguns pontos da Cidade da Praia como Casa Lata, Monte Vermelho e Mercado de Sucupira.

Em Casa Lata, este responsável disse que a situação é “crítica” por vários aspectos, tais como o desemprego, condições de habitabilidade, acesso à água e energia, bem como à segurança e acesso às infraestruturas desportivas.

Já na parte alta da zona de Monte Vermelho, referiu que foram confrontados pela população com o problema da falta de água, saneamento, calcetamento e elevada taxa de desemprego, principalmente no seio dos jovens.

Conforme o dirigente partidário, a UCID se solidariza com os utentes do Mercado de Sucupira e com os operadores de hiaces que, no seu entender, estão atravessando por uma situação de “grande afronta”, causada por um “autêntico abuso de autoridade” e “falta de políticas acertadas”.

Segundo Fracisco Silva, os utentes reclamam que a câmara municipal tem cobrado, no mesmo espaço, taxa diferenciada para a utilização, tendo sublinhado, a esse respeito, que a autarquia “não criou” condições higiénicas nesses locais com a implantação, por exemplo de serviços de  casas de banho públicos para os utentes das paragens de transportes.

Criticou, por outro lado, o facto de a câmara não estar a fazer a limpeza dos espaços onde se encontram as paragens de hiaces e que, por haver condições necessárias, “as pessoas defecam e urinam ao relento criando uma péssima imagem, tanto para os cidadãos utentes, como para os visitantes, num país que elegeu o turismo como motor da economia”.

Quanto às vendedeiras do Mercado de Sucupira, Francisco Silva realçou que estas trabalham numa “situação de desconforto” porque, além de o espaço de ocupação ser reduzido, “ainda não são permitidas a colocar toldos para criar zonas de sombras para se protegerem, embora as cobranças de taxas feitas pela Câmara Municipal da Praia”.

“Outro especto com que se confrontam é que, muitas vezes, mesmo não vendendo nada ao longo do dia e, por isso, sem condições para o pagamento das taxas, os fiscais subtraem-lhes peças de roupa como forma de pagamento”, indicou.

Fonte: Infopress