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Declaração Política da UCID sobre transporte aéreo

A UCID sempre se posicionou a favor da privatização do sector internacional dos TACV, desde que a parceira escolhida fosse a melhor, permitindo as nossas ilhas esticarem ainda mais as suas asas de modo a cobrir as várias partes do Globo com realce para os locais onde vivem Cabo-verdianos.

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia Nacional,

Senhor Ministro do Estado e dos Assuntos Parlamentares

Senhoras Deputadas

Senhores DEPUTADOS

Senhores Jornalistas

Senhoras e Senhores Colaboradores da Assembleia nacional

Começaríamos por parabenizar o Governo pela assinatura, que terá lugar hoje, do contrato de Privatização dos TACV Airlines com a Loftleider Cabo Verde.

Trata-se da assinatura de um documento importante para o futuro das ligações áreas internacionais da nossa compainha de bandeira, cujo capital maioritário 51% pertencerá a Empresa internacional Loftleidir, com sucursal em Cabo Verde.

A UCID sempre se posicionou a favor da privatização do sector internacional dos TACV, desde que a parceira escolhida fosse a melhor, permitindo as nossas ilhas esticarem ainda mais as suas asas de modo a cobrir as várias partes do Globo com realce para os locais onde vivem Cabo-verdianos.

A pergunta que não se cala é saber quanto vai o País arrecadar com a alienação dos 51% da venda dos TACV.

Fomos e continuamos a ser contra a solução encontrada para os transportes aéreos domésticos, porquanto do nosso ponto de vista haveria outras soluções que serviriam melhor os interesses nacionais. Soluções estas em parte encontradas com a reforma antecipada, redução e indeminização dos trabalhadores considerados excedentes na Compainha.

A UCID continua questionando se foi a melhor solução ter uma compainha aérea cujo contrato se desconhece até hoje, a operar a nível interno em regime de monopólio material, quando se sabe que a mesma é pertença de uma parte do Globo cujo principal negocio, turismo, é a mesma, que o nosso Pais assume como motor de desenvolvimento económico.

Entendemos que é preciso acautelarmos e bem esta situação, para que o desenvolvimento turístico Cabo-verdiano não seja prejudicado pelas fragilidades que possam vir a surgir no futuro, criando dificuldades aos Turistas que pretendam viajar pelas várias ilhas do Pais.

A não definição de planos e rotas que permitam voos diretos e rápidos, sem muita espera nos aeroportos, afigura-nos como um possível entrave ao aumento significativo de número de turistas que poderão procurar nas nossas ilhas, outros, destinos diferentes que não o Sal e a Boavista.

Outro sim, é convicção da UCID que determinadas rotas domesticas, quais sejam S. Vicente – S. Nicolau, Praia-Maio deveriam merecer uma reanalise e dotar estas mesmas rotas de aparelhos adaptados a rota, e capazes de operar com mais eficiência.

Sr. Presidente da Assembleia Nacional,

Em Setembro de 2017, o Governo de Cabo Verde permitia que a TACV colocasse um ponto final nos voos que vinha fazendo de e para São Vicente.

Não obstante as constantes intervenções e pressões da UCID em vários palcos, até hoje, o que temos ouvido por parte do Governo do MPD é que se vai resolver o problema.

Vai resolver, mas não resolve!

Passados estes dezassetes meses sem voo dos TACV, temos hoje a grande oportunidade de no acordo de privatização que se vai assinar mais logo de brindar os Empresários dos diversos sectores da economia em São Vicente, São Nicolau e Santo Antão e a população destas Ilhas em geral, com a possibilidade da retoma dos voos da nossa TACV Airlines, permitindo assim, não só, a colocação dos produtos necessários ao funcionamento destas empresas, mas também, a movimentação de pessoas, sejam elas Turistas ou Nacionais.

O prejuízo que as Ilhas acarretam são incomensuráveis, e não se pode numa lógica meramente aritmética e de caixa de mercearia justificar a não retoma destes voos.

O Governo tem a responsabilidade impar de tudo fazer para que a Ilha de São Vicente como seu Aeroporto Cesária Évora, sirva de forma positiva a todos aqueles que vivem nas Ilhas supra citadas.

Não se pode aceitar que uma parte do Território com as mesmas infraestruturas que São Vicente pague bilhetes de passagem, por exemplo para Lisboa, ida e volta, a 25.000$00, enquanto a partir de São Vicente este mesmo trajeto seja feito 3 a 4 vezes mais, consoante a época do ano.

Não se pode aceitar que os nossos empresários acarretem custos exorbitantes, nos negócios desenvolvidos tendo por base a facilidade de entrada e escoamento de produtos através do aeroporto Cesária Évora.

A retoma dos voos em São Vicente, a semelhança daquilo que aconteceu com a Cidade Capital, que também sofreu com a suspensão dos voos dos TACV, deve ser urgente.

E deve ser urgente, porque a Ilha do Monte Cara é um Porto Internacional onde vários tripulantes dos navios de Cruzeiros, cargas e pescas aportam para trocas de tripulação, recebimentos e desembarques de turistas, recebimentos de peças de reposição para manutenção, etc., etc.

Deve ser urgente, para permitir que com a concorrência, haja abaixamento dos preços dos bilhetes de passagem, possibilitando assim que mais turistas visitem as Ilhas do Norte, criando mais riqueza, e o tão almejado bem-estar da população.

Não se compreende que depois do investimento de mais de 3 milhões de contos feitos no aeroporto, o povo continua a ser confrontado com medidas que prejudicam a rentabilização desta mesma infraestrutura e complica a vida daqueles que vivem naquela latitude.

Para a UCID, este grande retrocesso prejudica e muito Cabo Verde e o Governo deve repor a normalidade dos Voos dos TACV.

Senhor Presidente da Assembleia Nacional,

Terminaria esta nossa fala, alertando o Governo do MPD, para outras situações que já tivéramos oportunidade de aqui colocar e que não mereceram nenhuma resposta do executivo.

A primeira, tem a ver com o preço dos combustíveis para aviões, JET A1, no aeroporto Cesária Évora, que segundo julgamos saber é o dobro do preço relativamente ao aeroporto do Sal, Praia e Boavista.

A UCID não entende essa discrepância e exige ao Governo que rapidamente procure resolver a questão, para permitir que o aeroporto esteja em igualdade de circunstâncias no abastecimento das aeronaves. Esta simples anomalia pode prejudicar e muito S. Vicente!

A segunda, tem a ver com a instalação de equipamentos de apoio a aterrissagem que já deveria ter sido instalado desde há muito, mas, infelizmente, continua ainda a espera de melhores dias.

Tenho dito.