Mensagem do Presidente

João Santos Luís

Presidente da UCID

Em tempo de pandemia, cumpre-me o dever de manifestar a minha preocupação solidariedade e tristeza com a situação que ela provoca em quantos são por ela afetados fisicamente, e todo o meu pesar a quantos se enlutaram com a perda de algum familiar ou ente querido.

Às autoridades de saúde e sanitárias, as forças de segurança, as entidades de proteção civil e a todos quantos colocam as próprias vidas em risco e se entregam denodadamente no combate ao vírus da COVID 19, o meu reconhecimento e incitamento para continuarem a luta desejando-lhes saúde e sucesso.

A minha atividade política – partidária desenvolvida na UCID – União Caboverdiana Independente e Democrática, não é fruto do acaso.

A força das coisas que acontecem à minha volta, a experiência vivida no dia a dia, a realidade social, a que nunca fui alheio, as situações imorais, desumanas e injustas, e o marasmo, que no seio de Sociedade Caboverdiana, apelaram à minha natureza humana, à minha sensibilidade, me motivaram e impulsionaram para com dedicação, altruísmo, vontade de servir e seriedade, dar a cara e dedicar todo o meu empenho, a favor das reais e legítimas aspirações de Cabo Verde.

Bem sabeis, acho que sim, que a UCID, começou por ser e continua sendo, a voz do povo que exige a premente, necessária e urgente mudança da política que se faz em Cabo Verde, para que ela passe a ser à nossa medida a nível nacional, e perfeitamente adaptada aquilo que a nível internacional politicamente se faz, em prol de um Mundo mais igual, fraterno e justo, colocando tudo quanto possa contribuir para o bem-estar e felicidade da Humanidade, ao dispôr do todo constituído pela Comunidade das Nações, e dos seus povos, tendo, como finalidade vivermos em paz, em democracia, e prosseguir vias e objetivos de harmonioso desenvolvimento e progresso sustentáveis.

Essa constatação, deve apelar de uma sincera, responsável e desinteressada capacidade de análise, ou como que de um exame de consciência, para levar a Sociedade Cabo-verdiana a reencontrar-se consigo mesma e fazer tudo por tudo, para garantir que aqueles que assumem a responsabilidade política pelo seu destino, possam ser livremente, cuidadosa, criteriosamente escolhidos, de entre quantos se mostrem disponíveis e sejam francamente capacitados para em Cabo Verde, saber fazer, saber servir, e saber cumprir - coisas, metas, objetivos, em prol e a bem, da sua, da nossa gente!

E são muitos os que são sinceros, dedicados, sérios e incorruptíveis, que com garra e paixão, tudo são capazes de fazer para servir, nunca a si mesmos e sequer à interesses de classe, elites, corporações e grupos, por mais que estes se posicionem como influenciadores do Partido ou força política que exerça o poder, ou mesmo quando como independentes, cívica, leal, ética e moralmente, dão tudo de si, tudo por tudo por Cabo Verde!

Somos pela regionalização! Porém não somos regionalistas.

Somos por Cabo Verde, ilha a ilha no território nacional e pelas demais «ilhas» que constituem a nossa Diáspora.

A UCID não vê no regionalismo a solução para os problemas que as ilhas enfrentam, mas outrossim, sempre defendeu a regionalização como única iniciativa, experiência e processo de libertação de sinergias que concorrem para o objetivo maior e viável de quaisquer programas e projetos que sejam executados a nível regional e municipal.

A UCID é o mais antigo Partido político criado por Cabo-Verdianos e para Cabo Verde, que felizmente não se desintegrou e nem se fez camuflar para continuar a desenvolver a sua atividade política a nível nacional ou regional, que teve sempre como principal objetivo, CUMPRIR CABO VERDE!

A UCID - União Caboverdeana Independente e Democrática – foi o partido pioneiro na luta pacifica e diplomática para se pôr fim ao regime do partido único em Cabo verde, tendo para tanto, desenvolvido sua ação centralizada na diáspora, ou, na clandestinidade, em Cabo Verde. Isso enquanto muitos dirigentes de ontem e de hoje militavam e em posição de liderança no regime de partido único de então. 

Não obstante, quando se iniciou o processo de transição política, os dois partidos de então, conspiraram para negar a legitimidade histórica da UCID, que por razões logísticas e outras dificuldades, não conseguiu, atempadamente, recolher as assinaturas necessárias para sua constituição como partido concorrente às primeiras eleições legislativas. 

Este facto histórico, talvez pouco conhecido das gerações mais novas, está na origem das dificuldades de crescimento da UCID relativamente aos outros dois partidos referidos, e constituiu uma grande mancha na democracia caboverdiana e também, infelizmente, o prelúdio dos atropelos à democracia que ainda persiste no nosso país. 

A UCID propõe uma nova forma de fazer política, de governar e de implementar medidas que autenticamente melhorem a vida da população, diminuam o fosso de rendimento entre os mais privilegiados e a grande maioria do povo. A UCID quer mostrar aos cabo-verdianos que é possível acreditar nos políticos e que boas políticas são possíveis. 

O objetivo essencial da UCID é apostar num modelo de governação em que todos os Cabo-verdianos sejam efetivamente iguais, que dê garantias de desenvolvimento sustentável e que represente uma aliança entre o crescimento económico, a justiça social, a qualificação dos jovens, o respeito pelo ambiente e o combate à desigualdade social, que reinam no país. 

As propostas e prioridades políticas da UCID englobam as principais áreas de governação, como sejam: sistema político e reforma do Estado; gestão da coisa pública; economia e emprego; segurança; educação, ensino superior e investigação científica; saúde; justiça; segurança social, família e solidariedade; defesa nacional; política externa; desporto; cultura; juventude; igualdade de género; desenvolvimento sustentável e ambiente; ordenamento do território e cidades; habitação e diáspora.

Calorosamente, 

João Santos Luís

Presidente da UCID

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